Suas sobrancelhas eram espessas e marcantes, seus olhos pareciam penetrar na minha alma. Eu ja não sabia quem eu realmente era, ou o que eu realmente queria. A única coisa que eu sabia, era que eu apenas sentia, sentia e sentia. Meu coração parecia pular dentro do peito como uma touro bravo em Boiadeiros.
Será que eu sorrio? Fico quieta... Parecia mais com um espantalho, forma humana por fora, palha por dentro. Eu já não sentia mais meus pés. Meu coração batia tão rápido que as vezes parecia não tê-lo mais.
O que fazer?
Discretamente olhava seus músculos e sua boca bem desenhada, tinha vergonha em fixar o olhar, porém era impossível não olhar.
Dias foram passando e, aquela imagem de homem não me saía da cabeça. Como eu poderia me apaixonar tão perdidamente por alguém que não sei nem o nome?
Certa vez, estava meio distraída, lembrei-me daquele ser misterioso, e pensei " bem que eu poderia vê-lo agora". E instantâneamente o vi passar pelo lado de fora do troleibus que eu estava, intuitivamente pulei do meu banco e sai, fui em sua direção o segui até troleibus da frente, disfarçei e sentei-me justamente ao lado dele, fiquei vermelha e ele também, pensei " será que ele lembra de mim?". Nos dois sorrimos de forma tímida.
Quando descemos, ele exclamou " moça!", virei-me, deste dia em diante meu mundo nunca mais foi o mesmo.
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